Pesquisa divulgada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostra que, em 2025, dos 100 municípios mais endividados do Brasil, a maior parte (51) está situada na região Sudeste. Na sequência aparece o Sul, com 22 cidades nessa situação. Logo após vêm as regiões Centro-Oeste e Norte, com 14 e 7 municípios, respectivamente, seguidos pelo Nordeste, com 6.
O ranking é liderado por Seropédica (RJ). Santa Luzia (MG) fica na segunda posição entre as cidades mais endividadas do país, seguida por Saquarema (RJ). Fecham as cinco primeiras colocações Santana de Parnaíba (SP) e Macaé (RJ), em quarto e quinto lugares, respectivamente.
Veja a lista dos 20 municípios mais endividados do país, segundo o CLP:
- Seropédica (RJ)
- Santa Luzia (MG)
- Saquarema (RJ)
- Santana de Parnaíba (SP)
- Macaé (RJ)
- Niterói (RJ)
- Maricá (RJ)
- Goiana (PE)
- Curvelo (MG)
- Indaiatuba (SP)
- Vitória (ES)
- Tangará da Serra (MT)
- Nova Lima (MG)
- Itaboraí (RJ)
- Itaperuna (RJ)
- Águas Lindas de Goiás (GO)
- Pouso Alegre (MG)
- Aracruz (ES)
- Coronel Fabriciano (MG)
- Canaã dos Carajás (PA)
O estudo faz parte da sexta edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, que avaliou 418 cidades brasileiras — o equivalente a 7,5% do total de municípios do país. O recorte considera apenas localidades com mais de 80 mil habitantes, conforme a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024.
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Segundo o levantamento, 14 municípios passaram a integrar o grupo analisado nesta edição. São eles: Canaã dos Carajás (PA), Barbalha (CE), Eusébio (CE), Ceará-Mirim (RN), Arcoverde (PE), Belo Jardim (PE), Carpina (PE), Alfenas (MG), Três Rios (RJ), Matão (SP), São Roque (SP), Cianorte (PR), Biguaçu (SC) e Itapema (SC).
Juntos, os 418 municípios avaliados concentram 60,28% da população brasileira, o que equivale a 128.144.024 habitantes, de um total estimado de 212.577.978 pessoas no país, segundo dados do IBGE referentes a 2024.
Atrasos no pagamento a fornecedores
Outra pesquisa, divulgada no final do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 1.202 prefeituras (28,8%) enfrentam atrasos nos pagamentos a fornecedores.
Por outro lado, 2.858 municípios (68,5%) afirmaram manter seus compromissos fiscais em dia. A pesquisa ouviu representantes de 4.172 cidades, entre os 5.568 municípios brasileiros. Outros 112 (2,7%) não responderam a essa pergunta.
O estudo também indica que a escassez de recursos causa impactos adicionais nas contas públicas. Segundo a CNM, 1.293 prefeituras (31%) adiaram despesas de 2025 para 2026 sem a devida previsão orçamentária, configurando os chamados restos a pagar.
Por outro lado, 2.623 municípios (62,9%) informaram que não deixariam dívidas sem cobertura orçamentária, enquanto 256 (6,1%) não responderam.



