Polícia Civil soluciona estelionato contra idosa de 74 anos em menos de 24 horas

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19 de fevereiro de 2026

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Investigações conduzidas pela PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPIPCD (Delegacia de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência), resultaram na elucidação, em menos de 24 horas, de um crime de estelionato praticado contra uma médica aposentada, de 74 anos, que teve mais de R$ 115 mil subtraídos de sua conta bancária por meio de transferências via Pix.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Moreira, ao notar a existência de transferências via Pix que não haviam sido realizadas por ela, a vítima procurou a unidade policial ontem, dia 12, ocasião em que registrou Boletim de Ocorrência.

Conforme apurado nas diligências iniciais, as transferências tiveram como beneficiárias G.S.A., de 20 anos, e uma conta vinculada a uma “vaquinha” on-line, registrada em nome da cuidadora de idosos S.C.L.S., também de 20 anos. O prejuízo totalizou R$ 115 mil.

A partir da denúncia, a equipe da SIOP (Seção de Investigação e Operação), da Delegacia, realizou diligências e confirmou que os valores foram transferidos para contas em nome das duas mulheres, que foram intimadas a prestar esclarecimentos na unidade especializada.

Em interrogatório, S.C.L.S. informou que trabalhava como cuidadora da neta da vítima há aproximadamente três anos. Segundo relatou, no ano passado, sem saber precisar o mês, percebeu que a vítima costumava anotar senhas bancárias na capa do celular. Ao acessar a conta corrente, verificou a existência de cerca de R$ 250 mil.

Aproveitando-se da facilidade, a investigada criou uma vaquinha on-line sob o pretexto de arrecadar recursos para a construção de uma casa e passou a realizar transferências entre R$ 8 mil e R$ 9 mil a cada três dias, valor correspondente ao limite diário permitido pelo aplicativo bancário.

Ainda conforme seu relato, em determinado momento sua conta foi bloqueada para o recebimento de transferências via Pix. Diante disso, solicitou a G.S.A. o empréstimo da conta bancária, sob a justificativa de que precisaria receber valores referentes a salário.

Assim, G.S.A. forneceu a chave Pix e passou a receber os valores provenientes da conta da idosa. A investigada informou que G.S.A. reside em uma comunidade indígena no município de Amajari e alegou que ela não teria conhecimento da origem ilícita dos valores.

A investigada declarou ainda que utilizou o dinheiro para despesas pessoais, incluindo festas, bares, restaurantes e compras em mercados.

Ainda segundo o delegado, a investigada, de forma espontânea, entregou uma moto que ela tinha comprado com o dinheiro do estelionato e mais 500 reais, que ela ainda tinha dos valores angariados no crime.

O delegado instaurou inquérito policial para apurar os fatos, identificar todas as circunstâncias do crime e responsabilizar as envolvidas. Além das transferências via Pix, também será investigada a eventual contratação de crédito em nome da vítima sem autorização. Até o momento não teve prisão e a investigada vai responder ao procedimento em liberdade.

SECOM RORAIMA

Texto: Ascom/PCRR

Fotos: Ascom/PCRR

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