CNI apoia discussão técnica sobre diminuição da carga horária de trabalho

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Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defende que o debate sobre mudanças na jornada e na escala de trabalho seja conduzido com método, premissas claras e avaliação de impactos.

A CNI afirma que possíveis alterações na jornada não devem ser impostas de forma genérica por lei. Para a entidade, é essencial priorizar a negociação coletiva e a flexibilidade de cada setor produtivo.

Alban ressalta também a liberdade de expressão como ferramenta para encontrar as melhores soluções para os desafios do país. “Sabemos que o silêncio imposto é a antessala de decisões ruins ou equivocadas. O que pedimos, com a serenidade de quem pensa no longo prazo, é que esse debate seja elevado, com menos disputa de narrativas e mais compromisso com resultados”, afirma.

Segundo ele, a sociedade espera de seus líderes um debate público baseado em método, transparência sobre as premissas e abertura para ouvir evidências divergentes. Ao mesmo tempo, destaca que o país não pode abrir mão do aumento da produtividade, da geração de empregos formais, da competitividade, do equilíbrio fiscal e do bem-estar dos trabalhadores. Ele argumenta que esses objetivos não são incompatíveis, mas requerem políticas calibradas, diálogo social e responsabilidade.

Compromissos públicos

A CNI propõe que o debate sobre possíveis mudanças na jornada de trabalho seja estruturado a partir de critérios claros e de um caminho viável. Para isso, apresenta cinco compromissos públicos:

  1. separar o debate técnico do calendário eleitoral;
  2. adotar sistema de diálogo social, com participação de trabalhadores, empregadores e poder público;
  3. preservar a flexibilidade e a negociação coletiva como instrumentos centrais;
  4. estabelecer garantias para emprego formal e competitividade;
  5. vincular qualquer avanço a uma agenda de produtividade.

“A indústria brasileira deseja estar presente na mesa de discussões, mas defende — com a franqueza de quem responde pelo investimento, pelo emprego formal e pela capacidade de competir — que o país não pode permitir decisões que aumentem custos e fragilizem a produção sem contrapartidas em produtividade e sem um desenho institucional adequado”, ressalta o presidente da CNI.

Para Ricardo Alban, o Brasil não pode trocar uma promessa imediata por um custo duradouro, especialmente para aqueles que dependem do emprego formal, do consumo e de serviços públicos de qualidade.

O artigo completo está disponível no Portal da Indústria.

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