Brasil conquista financiamento internacional de R$ 2,7 bilhões para TV 3.0

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A TV 3.0 avançou mais um passo importante para se tornar realidade. O Ministério das Comunicações progrediu nas negociações de financiamento internacional com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial para o projeto da nova geração da televisão aberta.

Os valores disponíveis em linhas de crédito podem chegar a até US$ 500 milhões, cerca de R$ 2,7 bilhões, para viabilizar a transição tecnológica em todo o país.

De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a quantia atenderá à atualização da infraestrutura necessária. “Estamos falando da modernização tecnológica das emissoras por meio dos transmissores, da oferta dos conversores para que os equipamentos atuais possam disponibilizar esse tipo de serviço e, paralelamente, a própria indústria nacional também se prepara se adaptando a isso”, afirmou.

No final do ano passado, a Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) aprovou o pedido do ministério para a captação dos recursos. O processo está agora na Casa Civil e, quando concluído, será enviado em forma de Mensagem Presidencial ao Senado Federal, que é responsável por autorizar a contratação do crédito.

Os aspectos jurídicos, técnicos, ambientais, sociais e estruturais do empreendimento foram debatidos em Brasília (DF) no início deste mês. Representantes das duas instituições financeiras internacionais elogiaram o projeto, que veem como um potencial modelo.

TV 3.0

A nova tecnologia, considerada a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização, reunirá radiodifusão e internet em um ambiente totalmente baseado em aplicativos, substituindo a lógica tradicional dos canais numéricos. Com ela, a TV deixa de ser apenas um meio de entretenimento e passa a funcionar também como porta de entrada para serviços digitais, ampliando o acesso da população a informações, educação e políticas públicas.

Dentre as principais inovações estão: conteúdo ao vivo e sob demanda, de forma integrada; experiência interativa e personalizada; acesso a serviços públicos digitais pela TV; imagem em 4K e 8K, HDR e cores mais vibrantes; som imersivo e recursos avançados de acessibilidade.

Início

A implantação será gradual, começando pelas grandes capitais. A expectativa é que as primeiras transmissões no formato aconteçam até a Copa do Mundo deste ano, isto é, em junho. Segundo o Ministério das Comunicações, nenhum cidadão brasileiro precisará trocar de aparelho televisivo imediatamente e todo o processo de transição deve durar até 15 anos.

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