Em 21 de março, Dia Mundial da Síndrome de Down, a Prefeitura de Boa Vista promoveu uma sessão de cinema inclusiva destinada a pais e às crianças atendidas pelo Centro Municipal Integrado de Educação Especial (CMIEE). A ação teve como objetivo ampliar a conscientização, valorizar as diferenças e fomentar a inclusão.
Caroline Fonteles, gestora do centrinho, afirmou que a iniciativa ofereceu a pais e alunos um momento fora da rotina, combinando aprendizado, lazer e sensibilização.
“Eles recebem acompanhamento nas áreas de pedagogia, fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia. Esse suporte é essencial para o desenvolvimento enquanto sujeitos dentro da sociedade e reflete nos espaços em que convivem, especialmente na escola”, explicou ela.
Caroline destacou também que o trabalho é contínuo e atende diariamente mais de 200 crianças no centrinho.
CMIEE contribui para o desenvolvimento integral de crianças com Síndrome de Down
Márcia Greco, mãe da pequena Iasmin, de 8 anos, contou que a maternidade atípica traz vários desafios, mas que o CMIEE tem sido fundamental para o progresso da filha.
“A programação foi muito positiva. Ela ficou muito animada com o cineminha, e há tantas outras atividades que contribuem para o desenvolvimento. É muito gratificante. Minha filha evoluiu muito — antes não falava nem interagia. No centrinho há profissionais excelentes e só tenho a agradecer. Hoje ela é mais sensível, carinhosa e participa das brincadeiras com outras crianças”, relatou Márcia.
Atendido pelo CMIEE há quatro anos, Izaac Daniel também participou da sessão. Para o pai, Márcio Moreira, ações como essa ajudam a ampliar o entendimento sobre a Síndrome de Down.
“Todo pai de criança atípica sonha ver o filho progredir em todas as áreas, cursar uma faculdade e se formar. Que esses momentos fiquem marcados para que mais pessoas compreendam, pois muitos ainda desconhecem o que aprendemos ao longo do tempo”, enfatizou ele.
Outra participante foi Ana Clara, de 9 anos, que interagiu com os colegas e assistiu ao filme. A mãe, Ingrid Padilha, afirmou que encontrou no centrinho o acolhimento necessário.
“Momentos como esse ajudam-na a conviver com outras crianças e pessoas. A data é importante para dar visibilidade — algo que às vezes falta — e o centrinho tem sido de grande apoio; o atendimento é maravilhoso”, destacou Ingrid.




